População questiona ingerência do transporte público em Simões Filho; E agora secretário?

Gerenciar a mobilidade urbana de um município com aproximadamente  140 mil habitantes não deve ser uma tarefa fácil. Mas, isso não é problema da população e sim da gestão pública que administra a cidade.

Em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o aumento repentino do valor da tarifa do transporte municipal de R$ 2,50 para R$ 3,00 no último final de semana, causou alvoroço e insatisfação na população local. Sobretudo após a fala do secretário da SEMOB, Jackson Bonfim, ao se pronunciar em entrevista à imprensa, declarando que não houve nenhuma negociação prévia entre a prefeitura e a cooperativa que gerencia o transporte.

A declaração do chefe da pasta deixa evidente a falta de preocupação da prefeitura com um dos serviços essenciais e primordiais da sociedade. O transporte público é, sem dúvida, um dos maiores problemas de quem reside na cidade, mas, pelo que consta, não houve, durante os três anos da gestão do prefeito Diógenes Tolentino nenhum empenho em minimizar a situação.

Será que, durante os últimos 36 meses, a prefeitura não conseguiu realizar um planejamento para, pelo menos estabilizar as necessidades da categoria em virtude das demandas da população? Ao contrário disso, a cidade foi dominada pelo transporte alternativo informal, enquanto os micro-ônibus e vans que deveriam fazer o transporte regular de passageiros foi se deteriorando, sem nenhuma contrapartida ou incentivo da gestão municipal.

Ônibus sucateados, frota menor do que a demanda de procura e sem nenhuma fiscalização fazem parte da rotina de quem depende do serviço para se locomover. Por outro lado, os pais de família que prestam serviços a cooperativa também sofrem com as péssimas condições de trabalho e a concorrência desleal com os ligeirinhos e os clandestinos.

E de quem é a culpa? De acordo com os permissionários, o aumento repentino aconteceu justamente por não haver nenhum diálogo entre a prefeitura e a categoria nesses três anos, ou simplesmente não ocorrer qualquer demonstração de interesse da gestão municipal em dirimir a situação.

Ainda segundo os permissionários, há cinco anos não tem reajuste no valor do transporte na cidade, ao passo que, outros fatores como gasolina e impostos subiram consideravelmente, obrigando a categoria a criar alternativas para continuar operando. Mas nessa situação toda, quem paga a conta é o povo.

Curiosamente, todas as licitações relativas à mobilidade iniciadas pela prefeitura não tiveram empresas interessadas. E a gestão continua usando isso como desculpas para empurrar o problema para a administração que assumirá a cidade em 2021, mostrando que não tem competência para suprir as necessidades básicas do município, nem de criar estratégias e soluções emergenciais.

Até o momento, a única “solução” apresentada pela pasta responsável é que os cidadãos entrem em embate direto com os motoristas e cobradores da cooperativa se recusando a pagar o valor de R$ 3,00 pela tarifa e caso haja alguma agressão física, os envolvidos na confusão devem se dirigir a Delegacia de Polícia para registrar a ocorrência.

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