Colapso na saúde continua: Funcionários do Anexo e do Hospital de Simões Filho seguem sem receber pagamentos

Um grupo de funcionários do Hospital Municipal de Simões Filho e do Ambulatório de Especialidades Dr. Sergio Macedo (Anexo) se reuniu em frente a prefeitura da cidade, na manhã desta segunda-feira (13/01) para reivindicar uma posição do prefeito Dinha Tolentino, no que se refere a suspenção do contrato com a empresa APMI e os pagamentos de seus honorários.

Desde dezembro do ano passado que os servidores municipais terceirizados que prestavam serviço para a APMI estão sem receber salários. Além disso, ao ser comunicada de que uma nova empresa assumiria a gestão do hospital a partir deste mês de janeiro, a diretoria da APMI simplesmente pegou “seus pertences” e abandonou o hospital, sem dar baixa na carteira dos funcionários nem quitar os débitos rescisórios.

De acordo com a comissão formada pelos ex-funcionários, em reunião com o prefeito ficou acertado que, para garantir os débitos deixados pela APMI, a prefeitura, que ainda não havia repassado o valor do contrato referente ao mês de dezembro para a referida empresa, irá reter esse valor em uma conta específica e mediante uma autorização judicial, irá utilizar o valor para ressarcir os funcionários. Contudo, não há garantias, nem previsões de quando os pagamentos acontecerão.

Em entrevista as redações do site Tabuleiro Baiano e do programa Panorama de Notícias, a recepcionista da emergência pediátrica do hospital, Simone Magalhães relatou a insatisfação do grupo diante do impasse, até porque, as despesas das casas e de suas famílias não esperam a boa vontade da prefeitura em resolver a situação judicialmente.

“Fomos informados da quebra do contrato da APMI no dia 31 de dezembro, sem um pingo de respeito da APMI, nem do prefeito Diógenes Tolentino. Hoje já dia 13 de janeiro, nossas carteiras continuam assinadas, nós não temos previsão de quando vamos receber e a informação agora é que a prefeitura vai pagar via judicial. Ou seja, nós não temos contas pra pagar, não temos filhos, não temos despesas? Quando  nós iremos receber nosso dinheiro? Porque, nós trabalhamos e temos direito”.

Uma outra situação levantada pela recepcionista foi com relação a readmissão dos antigos funcionários. De acordo com Simone, o critério de escolha desses profissionais certamente envolverá interesses políticos, já que, durante a reunião, o prefeito teria declarado que enxugar o quadro de funcionários é uma ação inevitável.

“Vão ser recontratados aqueles que não se posicionarem ou que ficarem calados, como muitos estão com medo de perder seu trabalho. Ou seja, os puxa saco do prefeito irão continuar.”

Simone disse ainda que, o seu maior receio agora é ser novamente enganada, já que, apesar da reunião com o gestor e a comissão de Saúde, não houve um acordo formalizado entre as partes interessadas. “Até agora a gente não tem nada palpável, nenhum documento escrito que garanta os nossos pagamentos. Esse pagamento pode acontecer somente daqui a um ano ou nem vir a acontecer”.

Já  para o procurador geral da prefeitura, Dr. Jarbas, também em entrevista a imprensa assegurou que, a preocupação primordial da prefeitura agora é garantir os pagamentos dos salários de dezembro e por isso houve a mediação, até porque, como subsidiária, a prefeitura pode ser responsabilizada e para que isso não aconteça, há preocupação em quitar o débito.

 

 

Curta e Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

RSS
Follow by Email
Facebook
Twitter